Sábado, Maio 19, 2012

Risoto de Pinhão


Desculpem o atraso.. estava tentando postar ao menos uma vez por semana... mas com provas no MBA e alguns outros contratempos chatinhos, ficou difícil nas duas últimas semanas...

Mas cá estou novamente!!!!!

E venho com uma receitinha que me lembra infância!!!

Pinhão é bom de mais, não é??? Quem é do sul sabe a tradição deste fruto da araucária...

Quando criança,ia para o sitio dos meus avós e meu irmão, primos e eu passávamos horas embrenhados no meio do mato com uma lata catando pinhão.

A duas formas básicas de preparo: o tradicional cozido, onde vc coloca na panela de pressão por uma hora, até que alguns já estejam de abrindo sozinhos e o feito na chapa do fogão a lenha, tão tradicional em casas do interior sulista. É um evento social de inverno: roda de chimarrão e pinhão na chapa! Hummmmm que saudade!!!!



Bom, há alguns finais de semana fiz um risoto de pinhão!! Delicia!!!!

Para o preparo, primeiro cozinhe duas xícaras de pinhão e depois piquei em pequenos pedaços. Reserve.

Aí seguimos com a receitinha básica de risoto, mas ao invés de usar vinho branco, usei vinho tinto. Quando já estiver no ponto, coloque o pinhão picado, folhas de salvia picada (reserve umas inteiras para decorar), acerte o sal, pimenta a gosto e mais uma concha de caldo. Quando estiver evaporada quase toda a água, acrescente uma xícara de queijo parmesão e, se quiser, uma colher de manteiga para finalizar!



Prontinho!!! Para acompanhar, um delicioso D.V. Catena... 


Sábado, Abril 28, 2012

Paraty e para mim!


...piadinha infame...

Queria há muito tempo conhecer esta cidadezinha histórica do litoral fluminense e nessas nossas últimas “mini férias” dei um jeito de coloca-la no roteiro, nem que isso significasse um desvio de trajeto de 150 km! (ou 300 se considerar ida e volta! Rs).

Foram apenas 24 horas na cidade. Sei que não fiz tudo e que perdi muita coisa, mas valeu muito a pena!!! Matou a minha vontade, mas ainda me deixou querendo mais!

Saímos de São Paulo na hora do almoço, abaixo de muita chuva! Chegamos a Paraty por volta de 5 horas da tarde, sem lenço e sem documento. Não havíamos reservado pousada (até porque a maioria só aceitava reserva mínima de 2 dias), mas tínhamos algumas em vista. Batemos a porta de uma que havia visto na internet, com preços bem convidativos e que ficava no centro histórico, ninguém atendeu!! Dá para acreditar?? Aí resolvi ligar para a primeira opção, que não tinha muita esperança que daria certo, mas foi a que deu! O Solar das Margaridas foi nosso ponto de descanso (Já descrevi em post anterior uma resenha da pousadinha).



Depois de instalados e com um forrinho no estomago (a pousada servia um chá da tarde), fomos conhecer a vida noturna do centro histórico de Paraty. São muitos restaurantes instalados nos casarões antigos da cidade, um mais fofo e convidativo que o outro. As ruas estavam cheias de turistas, que se equilibravam pelas calçadas pé de moleque... Intrigou-me a quantidade de turistas gringos! Dentro das devidas proporções, tinha tantos quanto no Rio de Janeiro...

Escolhemos para nossa primeira parada a Casa Coupê (ok, vou ser sincera, a escolha não foi a toa, pois ganhamos do hotel um voucher de desconto de 15%! Rs). O restaurante fica num casarão de esquina, que na época em que a Rio Santos foi inaugurada (1970) era a rodoviária da cidade. O bar tem um ambiente interno e mesinhas externas, de frente para a praça da matriz. Decoração bem estilo botequim paulista, com paredes de azulejo repletas de quadros com muita história, belas arandelas e portas emolduradas de vermelho.  



Comemos um picadinho de filet mignon, com um molho maravilhoso servido num pão italiano delicioso!!! Não sobrou nada para conta historia... e tomamos caipirinha, cervejinha... curtindo a noite super agradável.



Dali, resolvemos andar pelo labirinto que é o centrinho de Paraty. Entramos em diversas casas de artesanato local e de cachaças. Muitos vendedores ambulantes e artistas de ruas...



De repente, na nossa caminhada ouvimos o som de uma gaita e um triângulo tocando um forrózinho arretado! A gente não resiste mesmo! Era o Paraty 33, uma das baladas mais agitadas de Paraty. Fizemos ali nossa segunda parada! Na verdade a banda tocava todos os ritmos, dançamos muito samba, muito forro e ouvimos muita música boa! Foi divertidíssimo! Fazia tempo que este casal não saia para dançar desse jeito... além disso, foi no Paraty 33 que tomei o melhor Mojito de todos os tempos!!! Delicioso!!!



É claro que depois de uma longa viagem, caminhadas e uma baladinha, para finalizar a noite queríamos uma cama bem gostosa.... Desmaiamos!!!!

No segundo dia (que não acordamos cedo.... coisa difícil de acontecer quando estamos em uma nova cidade com tantas coisas para desbravar) saímos para conhecer o centrinho, com seus 31 quarteirões de casas colônias do século XVIII, agora a luz do dia.





O conjunto de casarões da época do Brasil Colonia te faz sentir dentro da própria história! São lindos!

Já ouvi muita gente comparar Colonia Sacramento com Paraty. Agora que já conheço as duas, posso dizer que são muito diferentes. Ok, as duas tem um centro histórico com casarões antigos. Uma a beira mar e outra a beira rio. Mas é assim, genérica a semelhança. Os casarões são de estilos diferentes! Os casarões de Paraty tem cores vibrantes e alegres! Em Colônia Sacramento os casarões são de tonos terrosos, cinza. As ruas de Paraty vibram de turistas, de todos os tipos e idades, mas principalmente jovens! E muita gente bonita. Colônia Sacramento é lotada de excursão da terceira idade!





Não, eu não comparo de forma alguma as duas cidades.... só Paraty tem tanta história combinada com mar, ilhas, serras, cachoeiras e mata atlântica!




Bom, para quem tem mais tempo que a gente, fica a dica de outros pontos a visitar:



Sábado, Abril 21, 2012

Pousada em Paraty: um achado BBB!


Em nossa breve passagem por Paraty ficamos hospedados na Pousada Solar das Margaridas. um verdadeiro achado!!!! Boa, uma graça e barata para os padrões de Paraty.

Na maioria das Pousadas medianas, as diárias variam entre R$ 300 e R$ 500 e para as Tops, pode chegar a mais de R$ 800, como a Casa Turquesa. 

Na categoria luxo zero, aí sim as diárias giram em torno de R$ 200, algumas até por R$ 140 (como a Fina Flor), mas aí vc terá que ficar no centro historico, onde não chega de carro, carregando as malas pelas ruas "Pé de Moloque" e sentindo aquele cheirinho de coisa velha...



O Solar das Magaridas está neste patamar de preço, a diária custa R$ 195. Mas pelo que vi pelos sites por aí e passando pelas outras pousadas, ela se enquadra na categoria mediana mas com preço economico. 

Por isso digo que foi um achado! e valeu muito a pena!!!

A pousada esta localizada proxima ao portal da cidade, não muito longe do centro histórico (longinho para ir a pé, mas uma linha reta só de carro).


São apenas 11 suites, distribuidas em formato de U por volta de um deck com piscinal. Todas as suites são muito bem decoradas e aconchegantes, mas bem pequenas. A cama do tipo Queen, bastante confortável, com dossel e travesseiros razoáveis. 


O banheiro padece de qualquer decoração, bem diferente do quarto, mas é limpo e com ducha de pressão, que chega a uma boa temperatura (tem secador de cabelo!). Na parte de trás da suite há ainda uma varandinha (quente pra caramba!!) com frigobar e espaço para as malas. O quarto conta ainda com ar condicionado, que no calor de Paraty é indispensável, 


A qualidade do sono é muito é boa, por ficar numa rua sem saida, pouco se houve de barulho da rua. Barulhos da prórpia pousada também não, mas acho que se tivessemos "vizinhos" barulhentos, poderia ser um problema... 

O café da manha pode ser servido onde vc quiser: na copa, na piscina ou no quarto. Escolhemos a piscina. Não há buffet, eles servem o café da manha na mesa, vem com 1 tipo de suco natural (manga), uma fruta (mamão), cereal, iogurte de morango, café, leite (que vc pode escolher entre desnatado ou integral), ovos (que vc escolhe entre mexidos, omelete e estralados). Há ainda uns 4 tipos de paes, queijo minas, peito de peru e manteiga, cream cheese, mel, geleia e doce de leite para passar no pão. Por fim, um pedaço de bolo, que era o mesmo do chá da tarde do dia anterior.


Além do café da manha, eles servem ainda um chá da tarde, nada de mais, mas um mimo que nos caiu muito bem, pois chegamos em Paraty por volta das 5 horas da tarde e com aquela fominha. São 5 opções de chás, um bolinho fresquinho e caseiro e mais umas bolachinhas, que pode ser acompanhadas de geleia ou manteiga.



O serviço em geral é bom, as pessoas são educadas e cordiais, não tivemos problemas. Há internet wifi em toda a pousada, um computador na recepção a disposição dos hospedes, livros e jogos de tabuleiros. Além disso, há estacionamento em frente a pousada. 

Recomendo bastante a pousada e ficaria novamente lá!

Sábado, Março 31, 2012

Estradas Cênicas: Rio - Santos


A Rio Santos é considerada uma das estradas mais cênicas do Brasil.

São 500 km de praias do litoral paulista e carioca.

Conferimos de perto o trecho entre Paraty-RJ e Sao Sebastião-SP, de aproximadamente 150 km. 




É uma estrada simples, de muitas curvas, de asfalto um tanto quanto precário e sinalização muitas vezes tomada pelo mato, que vai "costeando" o mar e as montanhas. 

O Show fica por conta do cenário! A cada curva você fica na espectativa do que irá ver depois: uma imensidão de mar, uma praia deserta, uma beira mar movimentada em trecho urbano, marinas de iates luxosos... 




Fazer o trajeto é realmente encantador, sem monotonia, mas melhor que isso é conhecer as praias que estão ao longo do percurso! São dezenas delas e para todas as "tribos", é só escolher a sua!


Nós escolhemos Paraty e Ilhabela (partindo de São Sebastião)... mas isso é história para outro post...

Sábado, Março 24, 2012

Alfajor: ícone argentino

Os alfajores nasceram nas arabias e na época das navegações chegaram a Espanha e depois aos ibero americanos: Argentina, Uruguay, Peru, Chile... Mas foi na Argentina que este doce se tornou mais popular e ícone do país... hoje souvenir obrigatório na mala de quem volta de lá...

São duas camadas de uma massa doce, macia e que se esfarela a primeira mordida. São cobertos de chocolate ou polvilhados com açúcar de confeiteiro. O recheio mais tradicional é o doce de leite (outro doce tradicional Argentina) ou o chocolate. 


Nesta nossa última passagem por Buenos Aires, ao final da nossa viagem pelo Mercosul, trouxemos literalmente, uma mala cheia de caixas de alfajores, todos de marcas diferentes... mas foi por um bem maior: descobrir qual o melhor alfajor argentino!

A cada quadra em Buenos Aires você encontrará lojinhas de conveniência que vendem diversos tipos de doces, inclusive o doce objeto do nosso "estudo", de Havana a Abuela Goye (produzido na Patagônia). 

De todas as marcas que experimentamos, a que mais gostamos e que agradou ao nosso paladar foram os alfajores da Cachafaz!!!


Gente, o que é isso???? A espessura do recheio é quase maior que a soma da espessura das duas camadas de massas!!!! É exatamente igual a foto da embalagem ai de cima (neste caso a foto não é "meramente ilustrativa" como na maioria das marcas que compramos). E a massa se desmancha na boca... é delicioso!!!!!!!!



Em segundo lugar, ficou o alfajor da Abuela Goye, principalmente o coberto de chocolate, que é de qualidade otima!! 


Bom, depois dessas duas dicas, não quero mais ver gente trazendo Havana na mala hein????  E se achar Cachafaz, por favor, não esquece de quem deu a dica aqui e traz uma caixinha pra mim!! rs


Domingo, Março 18, 2012

Combinado Clássico: Risoto milanês com frango de padaria

Não sei se um especialista em harmonização de pratos acharia esta a combinação mais perfeita, mas confesso que para o meu almoço de domingo foi: risotinho milanês com frango de padaria.

Frango de padaria sempre via em algumas "televisões de cachorro" em Curitiba, mas nada que me chamasse a atenção... No entanto em São Paulo isso parece uma "instituição"! Há até restaurantes especializados no preparo de frango de padaria "com gravata borboleta", como o Galettos e o Frangaria. Para mim virou um sinônimo de praticidade, para aqueles finais de semana em que eu não quero perde tanto tempo na cozinha... 

Este foi um desses dias, pegamos um franguinho e para acompanhar fiz um tradicionalíssimo "risotto alla milanese". 

Este risoto (que talvez seja uma das primeiras criações dos italianos) tem na sua cor amarelo ouro a principal característica. A cor é fruto da adição de açafrão a receita. 

O verdadeiro açafrão a ser usado é o em fiapos e não aquele pozinho amarelo que achamos no mercado... mas, como diz o ditado, que não tem cão caça com gato, o meu risoto foi com o pozinho mesmo... 



A receita é a das mais simples: se faz o risoto normal (veja o passo a passo aqui) e ao final acrescenta-se uma colher de café de açafrão e pronto! 


Só servir e se deliciar, com uma receita simples mas nada trivial!

Quinta-feira, Março 15, 2012

A voz da experiência!


Na última semana tivemos a visita aqui no escritório de um cliente, no auge dos seus quase 80 anos, com a vida ganha, milionário e sem herdeiros... gasta pelo menos 4 meses do ano viajando para um novo destino pelo mundo.

Fascinada por viagem como sou, fiquei curiosa para saber para onde o velhinho costumava ir... logo me peguei imaginando um cruzeiro pelo mediterrâneo, cheio da turma da "melhor idade" e com show do Roberto Carlos...


Resolvi perguntar para onde ele costumava ir e qual tinha sido seu último destino. O simpático senhor me respondeu:

Agora estou explorando a região do Iraque, Irã, India, China...” e prosseguiu “enquanto sou novo, ainda posso fazer estas aventuras. Depois, quando ficar velho (?!?!?!?), aí vou para Europa e EUA, que possuem mais infraestrutura”...

Gostei do velho!

Sábado, Março 10, 2012

Colônia Sacramento no Uruguay

Esta pequena cidade Uruguay as margens do Rio da Prata, que é reconhecida hoje pela Unesco como Patrimônio da Humanidade, fica há uma hora de barco de Buenos Aires e vale muito o passeio!!!!



De barco há 3 empresas que fazem o trajeto: Buquebus, Colonia Express e Seacat. Depois de ler o post do Ricardo Freite do blog Viaje na Viagem, decidimos por fazer o trajeto pela Seacat, sendo que os principais fatores da escolha foi o tempo de travessia e o preço. Compramos os tickets ainda do Brasil, saimos cedinho as 7 horas da manha e retornamos as 16 horas. 

Apenas como parenteses: 1) o porto de Buenos Aires é muito bonito e organizado me chamou muito a atenção!!! 2) Quando for fazer esta viagem, não esqueça de levar o passaporte ou aquela guia que recebeu na entrada na Argentina, pois como vai ao Uruguay, terá que carimba-la novamente... o casal de amigos que estava conosco esqueceu e teve que voltar ao hotel para pegar... foi maior correria, mas no final, deu tudo certo!!!



O barco que fez a travessia é relativamente grande. Para quem tem medo de enjoar, fiquem tranquilos! Eu sou a rainha do enjoo, seja de carro, onibus ou barco, mas neste caso, foi super tranquilo... As poltronas são como de avião (não inclinam muito), mas são mais confortáveis. Há uma lanchonete grande em frente ao conjunto de poltronas e um freeshop, para quem não vive sem... 

Por volta de 8 horas da manha, chegamos a Colonia. 

Desembarcar em Colônia Sacramento foi como uma viagem no tempo... 



Bucólica e graciosa... cheia de história... possui inúmeros casarões antigos, onde se misturam o estilo portugues e espanhol, bem conservados, que adornam as laterais de ruas de pedras, onde muitas levam as margens do grande Rio da Prata. 


A mais emblemática destas ruas é a Calle de los Suspiros... Parece que há várias "lendas" sobre a origem do nome desta rua, uma delas seria porque a rua era ponto de prostituição de Colonia. Considerando que esta é a profissão mais antiga do mundo, não duvido muito... mas pelo clima da cidade, prefiro pensar, na minha mente de menina romântica, que ali se passou alguma história à la Shakespeare... rs

Num dos cantos do centro histórico está o que restou da fortificação que circundava Colonia, com um portão elevadiço e canhões... 






Vale também subir até o alto do Farol, onde se tem uma bela vista da cidade e do Rio da Prata!




Para quem gosta, museus não faltam!!! São pelo menos uns 7... escolhemos apenas o museu da navegação (não por acaso, já que a entrada era praticamente gratuita). 



A cidade tem ainda muitas lojinhas de artesanato local, para quem não sai sem um souvenier. Nós levamos para casa alfajores uruguaios! 

Para almoço, escolhemos um dos restaurantes que acomodam suas cadeiras pelo calçadão da Playa Mayor, a Pulperia de los Falores. Bem turístico, comida sem grande destaque mas, pelo menos, preço razoável.  Apesar das mesas no calçadão serem bastante convidativas, optamos por uma interna, pois o vento frio aquele dia estava cortante!!!!




Depois de mais algumas caminhadas pela cidade, voltamos ao porto para a travessia de volta. 

Todo o tour por Colonia pode ser feito a pé e se inicia há umas 4 quadras do porto. Na estação portuária há um guichê de turismo, onde fornecem mapas e guias para auxiliar no tour pela cidade. 

Um dia é mais do que suficiente para conhecer tudo e, sinceramente, apesar de ter achado a cidade uma graça, não vale mais do que um bate-volta de Buenos Aires... Mas, caso alguem decida por pernoitar por lá, vi muitos comentários favoráveis para o Radissom Hotel Colonia.